terça-feira, 27 de abril de 2010

Horas

O dia para ela tinha sido completamente atipico, as músicas de seu despertador não faziam o menor sentido completamente enroladas em seus sonhos malucos, o tempo passava lento quando costumava voar, e começou a voar quando deveria se arrastar, ela estava prester a gritar quando novamente adormeceu. Um sonho cruel marcou seus minutos de sono mal dormido, era absurdamente real e suas cores eram de um filme velho meio gasto e desbotado. O dia correu preguiçosamente, em meio a momentos incomuns, risadas sem humor, comidas sem gosto. No final de um dia quase insuportável uma infinidade de cores enchia aquele mesmo retângulo infinito e luminoso, todas em preto e branco para a menininha que secava com a manga da blusa vermelha os olhos encharcados pelo esforço de distinguir as nuances frenéticas que pulavam e brilhavam na sua frente, sem resultado aparente. Tudo que ela queria ver agora era um lindo verde confuso mas o cinza desolador era tudo que chegava a ela e antes que pudesse esperar mais tudo virou uma grande mancha, as pérolas a impediam de ver qualquer coisa. A antiga sensação de impotência estava de volta, a pior sensação. Desesperadora. Seguida por um entorpecimento que tirou ela de qualquer frequencia. Sua mente estava solta no ar, sem processar nada apenas a eterna perda. E assim continuou, um longo dia terminando em pontadas torturantes.

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